quinta-feira, 3 de junho de 2010

Queimados: um nome e quatro versões

A história de Queimados começou com uma doação de sesmaria[1], inicialmente, à Garcia Ayres no século XVI, e seguida de outras doações ao longo do século seguinte. Em 1720, as terras que constituíam as sesmarias foram transferidas para o Capitão-mor Manoel Pereira Ramos e sua esposa Helena de Andrade Souto Maior Rendon que mandaram construir a capela de N. S. da Conceição, concluída em 1737. Em 1774, a Sociedade Anônima Normandie se tornou proprietária das terras que foram loteadas e, posteriormente, adquiridas pela família Guinle, pertencente à elite econômica e social do Rio de Janeiro. Em meados do século XIX, a expansão da economia cafeeira levou a construção da ferrovia na região originando uma das quatro versões sobre o nome do município. Na primeira versão, Pedro II inaugurava a estrada de ferro que ligaria o Rio de Janeiro à São Paulo, em solenidade no dia 28 de março de 1858 na região localizada no km 48 da ferrovia, o Imperador precisou nomeá-la. Quando viu uma grande área queimada para dar lugar à plantação de laranjas e decidiu chamá-la de “Queimados”. A segunda versão tem como base a existência de um leprosário, onde hoje é a Estrada do Lazareto, cujos leprosos quando morriam eram queimados. A terceira se refere ao nosso passado escravista, pois afirma que os escravos fugitivos na região, quando eram encontrados por seus senhores, eram queimados. E a última versão, afirma que imigrantes chineses trabalharam como operários na construção da estrada de ferro e muitos deles foram vitimados pela malária e, segundo a cultura chinesa, os mortos eram cremados. Os populares se acostumaram, então, a se referir a região como “vou para a estrada dos queimados”. E você, concorda uma das versões? Se conhece outra, escreva contando a sua versão.

Fontes consultadas:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Queimados

http://www.imaginarte.art.br/category/cidades-da-baixada/

http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/riodejaneiro/queimados.pdf


Publicado por Alexandra - profª de História


[1] Lote de terra cedido pelos reis de Portugal para quem se dispusesse a cultivá-lo.